sábado, 5 de março de 2011

Carta pra você

Não sei o motivo claro de estar lhe escrevendo, mas é que ultimamente está sendo difícil ter algum tipo de contato com você. Você some, não dá sinal de vida, não me conta mais nada. Olha, eu sei que as coisas não estão sendo como você sempre quis, mas não é só você que está cheio de problemas, eu também tenho e acredite são muitos.

Não vou ficar te dando conselhos, porque nisso eu sou péssima, e também porque acho que não sou a pessoa certa pra isso. Mas olha, eu vou estar sempre aqui, pra tudo. Eu sempre estive e não vai ser agora, que eu vou te abandonar. Eu sei que é fácil falar “vai com calma, tudo passa”, mas é fácil te ouvir. Eu gosto de te ouvir, gosto de saber como foi seu dia, se você almoçou ou não, se você teve algum contratempo que impediu de algo. Gosto exatamente de tudo que você fala. Por isso digo e repito, estou aqui sempre que quiser falar, falar qualquer coisa. Se quiser não precisa falar, ainda vou estar aqui, só pra tentar te decifrar, e descobrir o que se passa pela a sua cabeça. O problema é que você vem dificultando tudo, você não precisa disso, você sabe. Pensei em te ligar todos estes dias, mas não tive coragem, o medo de você não atender era muito maior que qualquer coisa. Sei que você tem ignorado todas as pessoas que estão tentando te ajudar, sei que você é meio “de lua” e te entendo.
O fato de eu estar preocupada com você e lhe escrever não significam que eu esteja querendo “algo” em troca. Muito pelo contrário, quando a gente gosta de alguém, o mínimo que a gente pode querer é o bem dela. Por isso digo, sempre que precisar me procure, me escreve, me ligue, me dê um toque, que eu vou correndo pra te ouvir. Pra te falar a verdade, eu tenho até muita coisa pra te dizer, só não sei como. Mas achei um jeito resumido pra te falar. Lembra daquele trecho do Caio Fernando, que eu te disse, que todas as vezes que lia, eu me lembrava de você? Pois é, aqui está ele, talvez você me entenda:
“Entenda bem: não me veja tentando reatar uma história de amor já bastante espatifada (ou talvez sim, mas você não me deu chance e a coisa mais saudável que eu podia fazer era entrar noutra). Acontece que, com ou sem cama, gosto profundamente de você. E você, faz tempo não está me dando chance de gostar de você. Sem pedir coisa alguma, além de uma certa delicadeza, de um certo estar presente e não fugindo o tempo todo.”
Não vou ficar esperando uma resposta, nem uma ligação, nem um contato. Mas vou estar aqui, sempre que quiser, sempre.

Nenhum comentário: